No entanto, essa flexibilidade não significa que a Teoria do Caos deva aceitar todo sanguessuga que procura se prender às nossas membranas sagradas. Certas definições ou deformações do Caos merecem ser denunciadas e nossa dedicação para com a desordem divina não pode nos deter em desbancar os traidores e artistas oportunistas e vampiros psíquicos que agora zumbem ao redor do Caos sob a impressão de que esta é a tendência da moda. Não propomos uma Inquisição em nome de nossas definições, mas sim um duelo, uma disputa, uma ato de violência ou de repúdio emocional, um exorcismo. Primeiro, gostaríamos de definir e mesmo nomear nossos inimigos.
Você não consegue vender água na beira do rio; o Caos é a matéria sobre a qual os alquimistas falaram, que os tolos consideram mais valiosa do que o ouro, embora possa ser encontrada em qualquer pilha de lixo. O maior inimigo nesta categoria é Werner Erhardt, fundador do EST2.20, que agora está engarrafado ``Caos'' e tentando vender franquias para yuppóides.
Segundo, listaremos alguns dos nossos amigos, para dar uma idéia das tendências díspares que desfrutamos dentro da Teoria do caos: Caótica, a zona autônoma imaginária descoberta por Feral Faun (também conhecido por Feral Ranter); a Academia de Artes Caóticas de Tundra Wind; a revista KAOS, de Joel Birnoco; Chaos Inc., um boletim informativo associado ao trabalho de Ralph Abraham, um proeminente cientista do Caos; a Igreja de Eris; o Zen da Discórdia; a Igreja Ortodoxa Islâmica; certas facções da Igreja dos Subgênios; a Sagrada Cruzada de Nossa Senhora dos Caos Perpétuo; os escritores associados com o ``anarquismo tipo-3'' e periódicos como o Popular Reality, etc. Os Postos estão tomados. Caos não é entropia, Caos não é morte, Caos não é uma mercadoria. Caos é a criação contínua. O Caos nunca morreu.
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