II. Algumas Idéias Poético-Terroristas que ainda Continuam em Triste Languidez no Reino da ``Arte Conceitual''

  1. Entre na área dos caixas eletrônicos do Citibank ou do Chembank numa hora de muito movimento, cague no chão e vá embora.
  2. Chicago, Maio de 1886: organize uma procissão ``religiosa'' para os ``mártires'' do Haymarket2.2 - grandes faixas com retratos sentimentais coroados com flores e transbordando de fitas e lantejoulas, carregadas por penitentes vestidos em trajes com capuzes negros no estilo KKKatólico - escandalosos e efeminados acólitos de TV borrifam a multidão com água benta e incenso - anarquistas com rostos emplastrados de cinzas flagelam-se com pequenos relhos e chicotes - um ``Papa'' de túnica negra abençoa minúsculos caixões simbólicos carregados reverentemente para o cemitério por punks chorosos. Um espetáculo desse tipo deve ofender quase todo mundo.
  3. Cole em lugares públicos um cartaz xerocado com a foto de um lindo garoto de 12 anos, nu e se masturbando, com o título bem à vista: A FACE DE DEUS.
  4. Envie elaboradas e requintadas ``bênçãos'' mágicas pelo correio, anonimamente, para pessoas ou os grupos que você admira, por exemplo, por sua capacidade política ou espiritual, por sua beleza física ou por seu sucesso no mundo do crime etc. Siga o mesmo procedimento descrito no item 5 a seguir, mas utilize uma estética de bons votos, amor ou felicidade, o que for mais apropriado.
  5. Rogue uma praga horrível contra uma instituição maligna, tal como o New York Post ou a empresa MUZAK. Aqui, uma técnica adaptada dos feiticeiros da Malásia: envie para a empresa um pacote com uma garrafa tampada e selada com cera negra. E dentro dela: insetos mortos, escorpiões, lagartos e coisas do tipo; um saco com terra de cemitério (``gris-gris'' na terminologia vodu), junto com outras substâncias nocivas; um ovo perfurado por pregos e alfinetes de ferro; um pergaminho onde está desenhado um emblema (veja página 78).

(Esse iantra ou veve invoca o Djim2.3 Negro, a sombra do Eu. Detalhes completos podem ser obtidos na AAO.) Um bilhete explica que a bruxaria é contra a instituição e não contra os indivíduos - mas, a menos que a instituição deixe de ser maligna, a praga (como um espelho) começará a infectar as dependências com um destino terrível, um miasma de negatividade. Prepare um ``comunicado'' explicando a maldição e atribuindo a sua autoridade à Sociedade Poética Americana. Envie cópias para todos os empregados da instituição e para a mídia. Na noite anterior à chegada dessas cartas, cole nas paredes da instituição cópias do emblema do Djim Negro em locais que sejam visíveis a todos os empregados quando eles chegarem ao trabalho pela manhã.

(Nossos agradecimentos novamente a Abu Jehad e a Sri Anamananda - o Castelão Mouro do Belvedere Weather Tower - e aos outros camaradas da zona autônoma do Central Park e do Templo Número 1 do Brooklyn.)

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